quarta-feira, 18 de maio de 2011

O LIXÃO DO PACÍFICO

"O Lixão do Pacífico" trata de algo muito grave: a crescente poluição dos oceanos com resíduos em quantidades assustadoras, em particular de plástico.

Entre o litoral da Califórnia e o Havaí, uma área enorme ganhou um triste apelido: o Lixão do Pacífico. Levadas pela corrente marítima, toneladas e toneladas de sujeira, produzidas pelo homem, se acumulam num lugar que já foi um paraíso.
Um oceano de plástico, uma sopa intragável, de tamanho incerto e aproximadamente 1,6 mil quilômetros da costa entre a Califórnia e o Havaí e que, segundo estimativas, seria maior do que a soma de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.

É o Pacífico, o maior dos oceanos, agredido pela humanidade onde a humanidade raramente chega. Há plástico e plâncton, lixo e alimento, tudo misturado. Poluindo o paraíso, confundindo as aves, criando anomalias - como a tartaruga que cresceu com um anel de plástico em volta do casco - e matando os moradores do mar.

Mas qual será afinal o tamanho exato gigantesca massa de lixo que se acumula no Oceano Pacifico? Será que a gente ainda tem tempo para limpar tudo isso? E os animais? Se adaptam ou sofrem as consequências?

Charles Moore viajava pelo Pacífico, entre o Havaí e a Califórnia, quando resolveu arriscar um novo caminho. "Foi perturbador. Dia após dia não víamos uma única área onde não houvesse lixo. E tão distantes do continente”, lembra o capitão.

Como um descobridor nos tempos das Navegações, Charles Moore foi o primeiro a detectar a massa de lixo. E batizou o lugar de Lixão do Pacífico. Primeiro, viu pedaços grandes de plástico, muitos deles transformados em casa para os mariscos. Depois, quando aprofundou a pesquisa, o capitão descobriu que as águas-vivas estavam se enrolando em nylon e engolindo pedaços de plástico. O albatroz tinha um emaranhado de fios dentro do corpo.
"Antes não havia plástico no mar, tudo era comida. Então os animais aprenderam a comer qualquer coisa que encontram pela frente. Você pode ver que eles tentaram comer isso [pedaço de embalagem]. Mas não conseguiram", diz o capitão.

Com a peneira na popa, o capitão e sua equipe filtram a sopa de plástico e fazem medições. Já descobriram, por exemplo, que 27% do lixo vem de sacolas de supermercado. Em uma análise feita com 670 peixes, encontraram quase 1,4 mil fragmentos de plástico.

São informações valiosas, fonte de pesquisa e argumentos para a grande denúncia de Charles Moore: "Gostaria que o mundo inteiro percebesse que o tipo de vida que estamos levando, isso de jogar tudo fora, usar tantos produtos descartáveis, está nos matando. Temos que mudar, se quisermos sobreviver."

Um gesto despreocupado, uma simples garrafa de plástico esquecida em uma praia da Califórnia. Muitas vezes ela é devolvida pelas ondas e recolhida pelos garis. Mas grande parte do material plástico que é produzido nessa região acaba embarcando em uma longa e triste viagem pelo Oceano Pacifico.

Pode ser também depois de uma tempestade. O plástico jogado nas ruas é varrido pela chuva, entra nas galerias fluviais das cidades e chega até o mar; ou vem de rios poluídos que desembocam no oceano.

No caminho, os dejetos do continente se juntam ao lixo das embarcações e viajam até uma região conhecida como o Giro do Pacífico Norte. Diversas correntes marítimas que passam às margens da Ásia e da América do Norte acabam formando um enorme redemoinho feito de água, vida marinha e plástico.

Mas, outra vez uma tempestade, um vento forte, talvez, e parte do lixo viaja para fora da sopa, até uma praia distante.

Estamos numa praia linda e deserta de uma região praticamente desabitada do Havaí. Não era para ser um paraíso ecológico? Mas Kamilo Beach recebe tantos dejetos marítimos que acabou virando um lixão a céu aberto. Basta procurar um pouquinho para entender a origem de todo o plástico que chega até a praia. Em uma embalagem, caracteres chineses. Uma bóia de pescadores provavelmente veio do Japão. Um pouco mais adiante, há o pedaço de um tanque de plástico com ideogramas coreanos.

E olha que Kamilo Beach está mais de 1 mil quilômetros distante do Lixão do Pacífico, no extremo sudoeste da ilha de Hilo, no Havaí. Kamilo Beach dificilmente vê um gari. O plástico que chega lentamente pelo mar vai ficando esquecido no paraíso.

Há dois anos, depois que se mudaram para cá, Dean Otsuki e Suzanne Frazer resolveram fazer de Kamilo um alerta planetário. Suzanne pergunta: "Será que o governo japonês, por exemplo, sabe quanto plástico o Japão está mandando para o Havaí?"

Dean vem trazendo um galão que, sem dúvida, chegou da Ásia. Tem também tubo de shampoo usado nos Estados Unidos e sacos de plástico sabe-se lá de onde. Agora, são todos farrapos do mar. As mordidas impressas no plástico levaram os ambientalistas a mudar de alimentação.

"O que acontece é que as toxinas estão se acumulando ao longo da cadeia alimentar. Os predadores no topo da cadeia, que somos nós, estamos comendo plástico também", alerta Suzanne Frazer.

O casal toma notas, calcula as quantidades, recolhe o equipamento de pesca para saber os pesos e as medidas de cada tipo de poluição. Não é pessimismo. Por enquanto, praticamente nada está sendo feito e não dá para dizer que existe um ou outro culpado. Estamos todos com as mãos completamente sujas de plástico.

Maldivas têm ilha só de lixo

Haveria depósito de lixo em cinco régios dos oceanos. Nas Ilhas Maldivas, no Oceano Índico, uma nova ilha está sendo criada. É uma ilha de lixo. Em pouco menos de duas décadas, a ilha já tem 50 mil metros quadrados e abriga indústrias e depósitos. Caminhões chegam em barcos o tempo todo.

O lixo orgânico é queimado na hora. Garrafas de plástico e pedaços de metal são separados e exportados para Índia, onde são reciclados. O resto forma a base do território que avança sobre o oceano.

O nativos das Maldivas se recusam a fazer esse tipo de trabalho. Eles ganham mais se passarem o dia inteiro na praia, só pescando. Por isso, os trabalhadores do lixão são 150 imigrantes de Bangladesh, que aceitam trabalhar ganhando o equivalente a US$ 60 e US$ 100 por mês.

A maior parte do lixo vem da capital, Malé, que concentra 100 mil habitantes, um terço da população do país. Mas os 10 mil turistas que visitam as ilhas por dia provocaram uma explosão na produção de lixo e a criação da ilha das Maldivas que ninguém quer visitar.

Reportagem do Fantástico da Rede Globo sobre "O LIXÃO DO PACÍFICO

sábado, 14 de maio de 2011

ÁGUA POLUÍDA MATA MAIS QUE TODO TIPO DE VIOLÊNCIA


O consumo e a uso de água não tratada e poluída matam mais do que todas as formas de violência, segundo relatório divulgado no dia 22, no Dia Mundial da Água, em Nairóbi, no Quênia, na África. O documento intitulado "Água Doente" foi elaborado pelo Programa para o Meio Ambiente da das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês). Sem informar números, o estudo afirma que milhares de crianças e adultos morrem por ano em decorrência da “água doente”. Por isso, alerta para a necessidade de adoção de medidas URGENTES.
De acordo com o relatório, as populações urbanas deverão dobrar de tamanho nas próximas quatro décadas. A projeção é que os números subam dos atuais 3,4 bilhões para mais de 6 bilhões de pessoas. Nas grandes cidades já há carência de gestão adequada das águas residuais em decorrência do envelhecimento do sistema, de falhas na infra estrutura ou de esgoto insuficiente.
“Isso significa que mais pessoas agora morrem POR CAUSA de água contaminada e poluída do que de todas as formas de violência, INCLUSIVE GUERRAS. A água contaminada é também um fator chave no aumento de vidas vegetais e animais mortas em mares e oceanos de todo o mundo”, diz o documento, informando que 2 bilhões de toneladas de resíduos são jogadas em águas de todo o mundo por ano.
Segundo o documento, substâncias que compõem um poluente de águas residuais, como nitrogênio e fósforo, podem ser úteis na produção de fertilizantes para a agricultura. O alerta é acompanhado pela informação de que 10% da população mundial consomem alimentos cultivados com águas residuais para irrigação e adubação.
“É um desafio que vai aumentar, pois o mundo sofre rápida urbanização e industrialização, além de crescente demanda por carnes e outros alimentos, a não ser que se tomem medidas decisivas”, adverte o estudo.

Quem é o responsável pelo Meio ambiente poluido?

Precisamos salvar o PLANETA da Poluição, mas não podemos matar o agente que tem toda a responsabilidade de termos que conviver um meio Ambiente completamente Poluído, o HOMEM. Alguns filósofos afirmam que a sabedoria vem com a idade, mas os homens primitivos sabiam viver em harmonia e com a evolução vemos que isso nem sempre acontece.
Desde o momento em que o homem se tornou produtivo, a sua sabedoria foi se tornando altamente destrutiva, promovendo a derrubada de florestas, grandes queimadas, desestruturando o solo na busca de minérios, enfim, construindo grandes conglomerados de indústrias, com suas chaminés lançando gazes e efeitos destrutivos na atmosfera, contribuindo assim para o aquecimento global.
O homem primitivo parece que sabia conviver em harmonia com a natureza, de onde retirava frutos e raízes para a sua alimentação e de sua prole. E hoje parece que nem todos dão importância para o meio ambiente, será que nós não vemos que a poluição que fazemos,vamos deixar de herança para nossa Prole?
Nós precisamos mudar Urgente. 
Faça sua parte, assim nós mudaremos o mundo.

Especialistas alertam a população sobre a importância do meio ambiente para a saúde

A leptospirose, hepatite A, doenças diarréicas e cólera são transmitidas pela água poluída.
De acordo com o médico e ex-secretário de Saúde Pública, Dr Luiz Henrique Mandetta, o investimento em saneamento básico, além de promover a saúde da população, apresenta resultados nas internações hospitalares: “Estima-se que a cada real investido em saneamento básico, se economiza até quatro reais em gastos hospitalares”, explica Mandetta. Segundo dados de 2009 fornecidos pela Vigilância Sanitária e Ambiental da Sesau, 98% das residências de Campo Grande recebem água tratada, enquanto 45% têm acesso à rede coletora de esgoto e 98% são atendidas pela coleta de lixo.

Para conscientizar a população sobre o uso correto dos recursos naturais, Luiz Henrique Mandetta aponta para a importância da educação ambiental, ressaltando o uso adequado e racional da água e da energia, utilização e ocupação ordenada do solo, coleta de resíduos e higienização de alimentos.
Uma boa relação entre o homem e o meio ambiente é fundamental para uma vida saudável.
Preserve o que é seu, pois seus filhos herdarão o planeta do jeito que você diexar.
http://www.portalms.com.br/noticias/detalhe.asp?cod=959582560

1Litro de Oléo de cozinha pode contaminar 1 MILHÃO de Litros de água.


É muito importante estarmos consciente que jogando o óleo de cozinha no ralo da pia, além da possibilidade de entupimento de dutos e canos da rede de esgoto, jogar um litro de óleo usado no ralo pode contaminar até 1 MILHÃO de litros de água.
Para pode retirar o produto para desentupir o encanamento é necessário jogar produtos Químicos altamente Tóxico o que acaba criando uma cadeia nociva.
As aves que precisam da agua e da caça aos peixes assim que ficam(foto), e acabam morrendo, pois, o oleo que você joga na pia da cozinha chega pelo esgoto ao mar.

A presença do óleo nas redes de esgoto vai cair nos rios e o óleo em contato com a água cria uma barreira que dificulta a entrada de luz, oxigenação da água e intoxica gravemente o organismo dos animais, comprometendo assim, toda a base da cadeia alimentar aquática.